No ano de 1644, a Câmara da Bahia solicitou ao Rei a instalação de uma casa religiosa em Salvador, para acolher moças que desejavam se consagrar ao serviço divino. Até essa época, só existiam conventos masculinos no Brasil, e as mulheres que desejavam uma vida religiosa tinham que ir para Portugal, com todos os riscos e inconvenientes de uma viagem transatlântica.
A ordem real autorizando a fundação se deu em 5 de junho de 1665, e a construção foi levada adiante graças a numerosas doações, bem como aos subsídios fornecidos pela Câmara.
No ano de 1677, chegaram as primeiras monjas clarissas, vindas de Évora, em Portugal, e o o convento não tardou a crescer, acolhendo numerosas integrantes, muitas delas oriundas das mais nobres famílias da cidade.
Consta que as obras de construção terminaram em 1726. O convento foi construído com dois claustros e um mirante, e dedicado a duas padroeiras simultâneas: Santa Clara (fundadora das irmãs clarissas), e Nossa Senhora do Desterro (em honra ao período em que a Sagrada Família necessitou mudar-se para o Egito).
Dentre as moradoras do convento, destacaram-se a Madre Vitória da Encarnação – que era mística e também curava doentes-, Madre Maria da Soledade, e Madre Margarida da Coluna, todas as três falecidas em grande fama de santidade.

Vista externa do convento, com destaque para o mirante.


O campanário foi uma das últimas estruturas a ficarem prontas. Ele foi finalizado no começo do século XVIII.

Abaixo, o parlatório – sala onde familiares e amigos conversavam com as freiras, sem interromper a clausura. Ao lado esquerdo, uma roda para passar materiais, presentes, etc.


Abaixo, o lavabo da sacristia.



REFERÊNCIAS:
– Bazin, German, L’Arquitecture Religieuse Baroque au Brésil, Tome II, Paris: Librairie Plon, 1958
Bom dia sou de Porto Alegre RGS gostaria de saber como faço pra comprar os licores que vocês fabricamos ai?
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